Foi em 1972 que o mundo conheceu The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, majestoso álbum que só David Bowie - ele e mais ninguém, que fique bem claro - podia conceber. Ao contrário da imaginação/criação do álbum, já muita coisa foi dita porque dizer e pensar pertence à liberdade e todos o podem fazer, sejam elas coisas bem boas ou crónicas de mal dizer. A realidade, distante das palavras menos boas e mais próxima dos louvores literários que conhecemos (ou não), é que este álbum contém faixas musicais, pequenas grandes preciosidades, que nem o mais céptico dos humanos consegue desgostar. Com uma lírica extremamente bem conseguida e uma sonoridade bem representativa daquilo que foi a música nos anos 70, Bowie não foi invejoso ao ponto de querer a sua genialidade só para si e ofereceu-nos de boa vontade, com um travo bem doce, meia dose de cultura (ou meia dose de bacalhau com natas, para quem achar a palavra cultura uma ofensa à integridade psiquica, ou ainda um bitoque para quem não gostar de bacalhau). Five Years, Starman, Ziggy Stardust e Rock n' Roll Suicide são puros hinos à audição, melodias e palavras que entram ouvido dentro e corrompem, sem dó nem piedade, o sítio onde se alojam sentimentos e sensações, seja lá onde isso fica. Arrisco-me a dizer que até nos pêlos vivem sentimentos, ó p'ra eles todos erectos acompanhando o compasso harmonioso desta obra prima. Como tal, deixo-vos por aqui um cheirinho, daqueles que empesta a casa toda, para chorarem e sorrirem à vontade porque chorar e sorrir faz bem.24 Setembro 2009
David "Ziggy" Bowie: Do Homem nasce a música
Foi em 1972 que o mundo conheceu The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, majestoso álbum que só David Bowie - ele e mais ninguém, que fique bem claro - podia conceber. Ao contrário da imaginação/criação do álbum, já muita coisa foi dita porque dizer e pensar pertence à liberdade e todos o podem fazer, sejam elas coisas bem boas ou crónicas de mal dizer. A realidade, distante das palavras menos boas e mais próxima dos louvores literários que conhecemos (ou não), é que este álbum contém faixas musicais, pequenas grandes preciosidades, que nem o mais céptico dos humanos consegue desgostar. Com uma lírica extremamente bem conseguida e uma sonoridade bem representativa daquilo que foi a música nos anos 70, Bowie não foi invejoso ao ponto de querer a sua genialidade só para si e ofereceu-nos de boa vontade, com um travo bem doce, meia dose de cultura (ou meia dose de bacalhau com natas, para quem achar a palavra cultura uma ofensa à integridade psiquica, ou ainda um bitoque para quem não gostar de bacalhau). Five Years, Starman, Ziggy Stardust e Rock n' Roll Suicide são puros hinos à audição, melodias e palavras que entram ouvido dentro e corrompem, sem dó nem piedade, o sítio onde se alojam sentimentos e sensações, seja lá onde isso fica. Arrisco-me a dizer que até nos pêlos vivem sentimentos, ó p'ra eles todos erectos acompanhando o compasso harmonioso desta obra prima. Como tal, deixo-vos por aqui um cheirinho, daqueles que empesta a casa toda, para chorarem e sorrirem à vontade porque chorar e sorrir faz bem.
Etiquetas:
Música
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)
0 comentários:
Enviar um comentário