12 Novembro 2010

Os músicos são...

Desde há algum tempo que ando com Nick Cave & The Bad Seeds nos ouvidos, bem como artistas que não fogem à mesma classe, por exemplo Patti Smith, David Bowie, Lou Reed, James Taylor, Nick Drake, entre outros. Uns com mais anos em cima nestas andanças do que outros, não deixam de ser artistas que já o eram quando nasci ou começaram a sê-lo próximo dessa data. Ouvir estes gigantes da música não é como ouvir os ditos nomes sonantes dos tempos que correm: é reviver o que não foi vivido (mesmo que nesses anos ainda não tivesse nascido, consigo viver o que me é transmitido acerca dessas datas), é perceber a razão pela qual estes nomes não deixam de ser falados, é pelo menos uma tentativa de idealizar no mais ínfimo pensamento aquilo que considero ser o apogeu da música mundial. São artistas que com tecnologia incomparável à tecnologia de hoje conseguiram tornar imortais algumas das suas gravações; sobreviveram, mostrando o amor à camisola, em alturas que o poder de compra (comprar um vinil não era o mesmo que comprar um CD hoje, ou descarregá-lo da web) não era o mesmo que o poder de compra nos dias que correm; continuaram a dar-nos arte para o ouvido mesmo sendo o interesse pela música muito inferior ao interesse que, no mundo de hoje, qualquer pessoa que se preze tem (acho que todos nós sabemos que nos pré-anos 80 - mais nas zonas interiores do país - não só predominava a profunda pobreza como também cabia a qualquer adolescente os trabalhos árduos do campo).
Ser crítico depreciativo é sempre o mais fácil dos caminhos; sei que nos custa mais dizer bem do que dizer mal mas, se se considera música aquilo que qualquer pintelho com o cabelo meio para o atrofiado faz, vamos lá todos juntar uns trocos e rapar essa merda toda.




0 comentários: